Wednesday, December 30, 2009

À pergunta de um leitor de quanto tempo demora a recuperação de um entorse tibio-társico de grau III, a resposta é que este tempo é variável, mas por norma (circunstâncias normais) pode demorar 3 meses.
Aproveito o ensejo para desejar a todos os leitores um 2010, pleno de felicidades.

Friday, August 14, 2009

Consulta "on-line"

Questão colocada por leitor do blog:
Eu gostaria de saber se entorse tem cura de 100%, porque há 5 meses que estou com uma de tornozelo... Já tomei antinflamatório (receitado pelo médico), fiz fisioterapia e a única coisa que melhorou foi que não está mais inchado, mais continua doendo, o que eu faço... Me responda please!!!
Em princípio, todos os entorses têm cura. Usar uma percentagem de 100% é muito arriscado. No seu caso, deveria em minha opinião, falar com o seu médico e expor-lhe o caso, para que ele lhe possa mandar fazer exames complementares de diagnóstico para verificar se existe alguma "mazela" da lesão inicial.

Thursday, July 30, 2009

"Como forma de dar resposta à falta de uma escola de futebol feminino na Região de Viseu e também de preparar novas atletas para virem a integrar a sua equipa sénior, decidiu o Escola Futebol Clube de Molelinhos, (que conta com a única equipa federada de futebol feminino no Distrito de Viseu, actualmente a participar no campeonato da 1.ª Divisão Nacional e detentora da Taça de Portugal época 2008-2009), criar uma escola de formação.
Neste contexto estão já abertas as inscrições para as jovens, motivadas para a prática do Futebol Feminino.
Esta escola, orientada pelas Técnicas Francisca Martins e Tânia Almeida, vai funcionar numa 1.ª fase com um escalão de infantis (8 aos 12 anos) e com um escalão Sub 18 (13 aos 17 anos).
É assegurado o transporte de Viseu para Molelinhos nos dias de funcionamento da escola.
Para mais informações as interessadas poderão contactar as Técnicas responsáveis através dos Telem. 96 444 48 93; 96 114 22 39."

Thursday, April 09, 2009

PARABÉNS MENINAS

Eu vos agradeço, atletas do Escola Futebol Clube de Molelinhos, pelo muito que têm feito pelo “meu” concelho de Tondela. Eu, que nasci em terras ultramarinas e que com a precipitada descolonização vim parar as estas terras de besteiros que adoptei como minha. Aprendi a defender as nossas causas e as nossas cores, mesmo quando de Tondela sou um filho adoptivo.
Também eu no passado fui atleta de uma modalidade dita “marginal”. Também eu e os meus colegas, fomos vítimas da marginalização a que são votados todos aqueles que praticam um desporto diferente do chamado Desporto-Rei mas (há sempre um mas), praticado por homens.
Nos idos anos 80, foram muitas as meninas/mulheres que envergaram a camisola celeste e oiro do EFC. Também elas foram apelidadas com nomes que o pudor me impede de repetir.
Já nessa altura vos admirava, honrava e respeitava, meninas do EFC.
Recordo com saudade nomes como o da Fani, da Inês, da Tânia Maneira e da Teresa Marques, entre tantas, tantas outras.
Na época de 2004/05, tive o raro privilégio de, a convite do grande Álvaro Ascenção, colaborar convosco. E foi em conjunto convosco que sorri e vibrei nas vitórias, lamentei, chorei e cerrei os punhos nas derrotas.
Fi-lo no passado, faço-o hoje e sempre o farei. Quando me refiro a vós, refiro-me como “as minhas meninas”. Faço-o porque além da grande admiração e respeito que tenho por vós, tenho também carinho e amizade que se estende muito para lá da relação massagista-atleta.
Do actual plantel, tenho o privilégio e o orgulho de ser amigo do “mister” Luís Carlos, com quem já tive o prazer de trabalhar no passado e que sei o quanto vale e até onde pode ir.
Ao Sr. Carlos Maneira, ligam-me laços de amizade e de respeito com décadas. É um digno Presidente dessa prestigiada colectividade.
Das atletas que poderei dizer? Nada, pois todos as conhecem. Mas das minhas amigas que tenho no plantel, só posso dizer maravilhas.
Como posso esquecer o sorriso e a vontade da Neide; o querer e a perseverança da gaulesa Sandrine; da beleza e disponibilidade da Sueli; a presença e o comando da Chiquinha; os olhos azul-mar da minha “prima” Ângela; a incansável Ana “Uchita” Cristina; a Catarina o “expresso da Corveira”; a Leila com quem nunca trabalhei directamente, mas a quem me ligam grandes laços de amizade; a pequena-grande Micaela; a endiabrada Andreia e finalmente (que não é o mesmo que por fim), a enorme Tânia Almeida.
Para as outras atletas, com quem (ainda) não trabalhei, mas que de igual modo respeito e admiro, aqui deixo a minha singela homenagem. À Elsa Pinto por exemplo, mas também à Catarina Almeida e à fabulosa Barbara Pragana.
A todas vós sem excepção o meu bem-haja. Bem-haja esse, extensivo a todas aquelas fabulosas atletas que por razões diversas já não jogam no EFC. À Cristiana, à Susana Marques, à Noémia, à Joana Pinto, o meu eterno agradecimento pelo orgulho que me dão em ser vosso amigo.
Por fim, porque para mim foi “apenas” o primeiro de muitos títulos, os meus parabéns pela vossa vitória na Taça de Portugal. Nesta altura, não faltaram as justas e mais dignas homenagens. As minhas palavras são meras gotas de água no oceano que vocês merecem.
Tenho a convicção (e porque não dizer a certeza absoluta) que a conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, será uma realidade a curto prazo.
Talvez seja o primeiro a falar neste assunto, mas certamente sou apenas um de muitos que acreditam que isso é possível.
Um só lamento, neste momento, para a falta de visão da Srª Seleccionadora Nacional em relação às jogadoras do EFC. Para quando a chamada à selecção da Leila (e porque não da Mikaela)? E para quando o regresso de atletas como a Chica, a Ângela, a Bárbara e as Catarinas?
A todas um beijo do vosso amigo “massagens”.
P.S. Lanço aqui um repto (leia-se petição), para que a Tânia Almeida, continue a envergar com o nível que sempre fez a camisola do EFC.

Monday, September 15, 2008

BANHOS QUENTES vs BANHOS FRIOS

BANHOS QUENTES

Não existe nada mais agradável do que tomar um banho de imersão bem quente, após um dia de trabalho cansativo, principalmente nos finais dos gélidos dias de inverno. Os seus efeitos revitalizantes são extraordinários, contribuindo para o aumento da irrigação capilar da pele e dos músculos, potenciando a sudação e a consequente eliminação de toxinas, estimula a frequência cardíaca e a libertação de endorfinas, as quais promovem uma acção calmante sobre qualquer sensação de dor ou de mal-estar, assim como pode constituir uma excelente terapia coadjuvante no trabalho de várias maleitas, como, por exemplo, insuficiências cardíaca e cólicas renais e hepátias.
Temperatura ideal da água:
- Entre 34º e 36ºC, para quem padeça de varizes e/ou seja hipotenso (tensão baixa);
- Entre 40º e 42ºC, para quem sofra de alergias e/ou de dores articulares- No caso de sofrer de insónias e/ou tensão nervosa a água deverá estar a uma temperatura de 38ºC

BANHOS FRIOS

Ao invés do banho quente o banho frio é tido como desagradável, mas o choque térmico provocado pela água fria é extremamente revitalizante.
O principal objectivo do banho frio é justamente esse choque com a água fria. Banho frio, não é para ficar debaixo de água e deixar baixar a temperatura do corpo, correndo até o risco de ficar resfriado e apanhar uma constipação. O choque térmico, vai “exigir” ao organismo uma formidável reacção que promoverá o bem-estar que quem o pratica. Isto acontece, porque o choque produz endorfinas, vasoconstrição, activa o metabolismo e o funcionamento de todos os órgãos. Privilegia o cérebro e deixa o corpo mais “acordado” e “lúcido”, pronto para a acção.De ter ainda em conta que por estimular os órgãos, o banho frio revigora, estimula e aumenta todas as acções orgânicas, e em consequência o nível de saúde. É um afrodisíaco, deixa o corpo pronto a “acção”; se tomado correctamente aumenta exponencialmente o sistema imunológico, prevenindo gripes e resfriados.

Tuesday, June 17, 2008

PARABÉNS RUCA

Presto neste meu/nosso blog, uma pequena, singela mas justíssima homenagem a um jovem atleta com quem tive o prazer de trabalhar durante mais de 5 anos. Foi meu atleta no Clube de Futebol “Os Repesenses” e nas Selecções Distritais de Futebol. Senhor de um pé esquerdo soberbo e de uma visão de jogo muito acima da média, fazem com que ele seja um dos melhores jogadores com quem já trabalhei e um dos melhores jogadores que já defenderam as cores das selecções distritais de Viseu. Mas a sua característica que o distingue dos outros jogadores, é a sua humildade. Mesmo sendo o melhor jogador da sua equipa ao longo dos anos, nunca perdeu a humildade. Excelente aluno, fiel às amizades, tem tudo para evoluir e tornar-se uma referência no futebol Nacional, assim a sorte o acompanhe.
Certamente não mais irei ser seu massagista pois os meus parcos conhecimentos não alcançam os níveis que o seu talento alcança. Acredito porém que se manterá a nossa amizade. Uma amizade que tenho com seu pai há cerca de 30 anos. Com ele começou à cerca de 6 anos. Recordo com saudades dos primeiros tempos de trabalho em comum. O pequeno Ruquinha, filho de um grande amigo meu, ali chegou para mais um treino da Selecção Distrital de Viseu. Pequeno e de óculos, mais parecia o Harry Porter. Tinha um ar de bom estudante, mas de jogador não parecia ter nada. Puro engano. Logo nos primeiros toques na bola, mostrou uma qualidade exemplar. Recordo com saudades as centenas/milhares de quilómetros que juntos fizemos. Fui "cumplice" na sua transferência para o Repesenses. O "meu minorca" cresceu, mas o seu coração permanece igual. Humilde, amigo e fiel às amizades. De lamentar que durante a sua ainda curta carreira, alguns “abutres” tenham tido atitudes que lhe poderiam ter encurtado a carreira ou mesmo dar-lhe um fim. No seu passado, houve quem nele visse a “galinha dos ovos de ouro”. É certo que o Ruca vale ouro, no entanto, a sua carreira e evolução ainda mal começou. Ajudar alguém é dar-lhe o carinho e o apoio quando ele precisa. O Ruca sempre foi honesto com os colegas, treinadores, departamento médico, dirigentes e adeptos. De lamentar que tenha havido quem com ele lidasse que não agisse da mesma forma. Permanecer na ideia de que no futebol “o que hoje é verdade, amanhã é mentira”, é viver na falsidade e ser mentiroso e falso compulsivamente.
Espero sinceramente que a sua carreira suba ainda mais. Depois do São Miguel do Outeiro, do Clube Atlético de Molelos, do Clube de Futebol “Os Repesenses” e do Beira Mar, surja um clube onde ele possa mostrar todas as suas qualidades e projectar ainda mais alto o seu nome. Acredito sinceramente que em breve poderá inclusive honrar todos os seus amigos ao vestir a camisola da equipa de todos nós.

Esteja onde estiver na próxima época, de uma coisa tenho a certeza: Jamais será transferido do coração dos seus verdadeiros amigos.
Por tudo o que tens dado aos teus verdadeiros amigos: OBRIGADO RUCA.

Tuesday, May 13, 2008

ADEUS



“Carta aberta a todos quantos contribuíram para a subida do S. C. Santar à Divisão de Honra da A. F. Viseu”

Estive presente no passado dia 27 de Abril, no meu último jogo pelo Santar. Na memória de todos ficou o jogo épico dos jogadores do Santar e uma maravilhosa moldura humana.
Foram 8 meses de muito sacrifício, de privar a família do nosso convívio e tudo se conjugou para uma alegria conjunta com a nossa subida de divisão.
Mais de um mês antes do final da época, comuniquei, primeiro ao Presidente e depois ao plantel, a minha indisponibilidade para continuar ao serviço do S. C. Santar na época 2008/09.
Aprendi, com todos aqueles com quem privei. Vi coisas que julgava não poder ver num clube de futebol. Tudo fiz para conseguir fazer o Santar campeão. Não o consegui. Fui apenas uma minúscula parte dessa grande engrenagem que é uma equipa de futebol. Pelo menos, penso que fui. Não saio magoado com o clube e muito menos com os seus dirigentes. Para o ano, não sei se estarei noutro clube ou se ficarei em casa. Não ando (como nunca andei) a bater à porta de ninguém, nem a mendigar contratos. Sou assim e quem me quiser como colaborador, terá de me aceitar como sou.
Ao longo destes 8 meses, trabalhei com o mesmo afinco, dedicação e profissionalismo com que sempre trabalhei em todos os clubes por onde passei. Tratei todos os jogadores da mesma forma, mesmo que pensem que não o fiz.
As portas de minha casa sempre estiveram abertas para os meus jogadores e continuaram as estar para todos aqueles que em mim confiarem. Não sou Santo e por isso não faço milagres. Tudo o que fiz e todas as “normas” estabelecidas, foi feito com o prévio conhecimento e aprovação da Direcção.
Foi uma época complicada em termos de lesões.
Houve 65 (sessenta e cinco!!!) “jogadores” a falharem jogos por lesão, o que dá uma média de 2,6 jogadores lesionados por jogo. Se pensarmos que o plantel do Santar foi de 21 jogadores, isto sem poder contar com as camadas jovens, dá para verificar o muito trabalho que foi efectuado pelo Departamento Médico.
Não posso deixar de salientar e enaltecer o espírito de sacrifício, querer e abnegação por parte da maioria dos jogadores, querendo ver debeladas as suas lesões.
Neste adeus, não posso deixar de os elogiar, mesmo aqueles que em mim não confiaram e aqueles que me mim não gostam. Foram vocês os maiores responsáveis pela “nossa” subida.
Não posso deixar igualmente de agradecer, o carinho e apoio dos adeptos Santarenses, muito em especial a todos aqueles que me apoiaram e incentivaram desde a primeira hora. Destes, tenho obrigatoriamente de destacar a esposa e filha do Sr. Presidente e um adepto, que não sei o nome, mas com quem tantas vezes falei, sendo a última das quais em Resende, aquando do aquecimento da nossa equipa.
Um muito bem haja a todos os directores do Santar, em especial ao Sr. Tesoureiro (também não me lembro do nome), ao Ramiro “Mirito” e aquele que talvez fosse o maior amigo do plantel: O Sr. Aires.
Ao Sr. José Luís (roupeiro), com quem tantas vezes estive em desacordo e outras tantas de acordo, que continue a ver o Santar com o bom coração que tem.
Dos jogadores:
Pio – A estampa física e a experiência, fazem dele um dos melhores guarda-redes com quem já trabalhei;
João (GR) – Tem tudo para ser dentro de um par de anos o melhor guarda-redes do distrito de Viseu;
João Lopes – Ainda hoje não consigo entender aonde aquele corpo aparentemente frágil vai buscar a força. Se se empenhar fora dos jogos da mesma forma que nestes se empenha, será mais um jogador para os campeonatos Nacionais do que para a nossa distrital;
Jorge Silva – Raça, empenho, querer, dedicação e polivalência, além de um excelente elemento para o “balneário”, fazem dele um elemento imprescindível e insubstituível para qualquer plantel;
Luís – A sua concentração e empenho nos jogos, fazem com que seja um dos mais complicados centrais a ultrapassar. No dia em que encarar os treinos da mesma forma que encara os jogos, será um jogador muito acima da média;
Marcial – Nele é de salientar não só as suas características como atleta, como as de “fazedor de balneário”;
Carlos – O professor é um jogador polivalente de enorme utilidade para qualquer treinador;
Neves – O capitão. Dedicação e empenho colocados em cada passo que dá;
Coelho – Mais um dos “azarados” do plantel e uma agradável surpresa. Faz da polivalência a sua mais forte arma;
Man – Dos melhores jogadores com quem já tive o prazer de trabalhar. Honesto como atleta e como homem. Se outra alegria não tivesse em ter trabalhado com o Santar, só o facto de ter trabalhado com o Man, faz com que me sinta orgulhoso;
Mariano – Mais um dos grandes jogadores com quem tive o prazer de trabalhar. Ele (como eu também) detesta a hipocrisia;
Tonito – Se como jogador é bom, como elemento de balneário é excelente. Auguro-lhe um excelente futuro, quer pela sua qualidade, quer pela sua honestidade;
Paulão – Um patrão e uma referência da equipa;
Tó-Jó – Quem não o conhecer e se deixar iludir pela sua fisionomia, não irá acreditar o seu empenho e abnegação dentro de campo. Autêntica “carraça” que raramente larga o adversário mesmo que raramente recorra à falta;
Marinho – Um jogador que não sabe jogar mal. O seu menos bom é muito superior a máximo de muitos jogadores. Um dos bons amigos que me ficou no plantel;
André – No dia em que se empenhar tanto fora dos jogos, como durante os mesmos, será um jogador muito acima da média;
Vítor Hugo – Um pé esquerdo com olhos;
Jorge Ribeiro – Aquele que faz da velocidade a sua forma de jogar;
Bruno – Possui um killer-instinct hoje muito raro em jogadores de futebol;
Filipe – O mais inconformado e azarado dos jogadores do plantel. Deixa a pele e os ossos em campo. Nunca o vi, cansado ou com medo. Tenho o desejo de voltar a trabalhar com um bom amigo como ele;
Luís Paulo – Após anos a um nível mais alto, mostrou toda a sua qualidade no Santar. Após o último jogo, os seus olhos espelhavam o muito coração que tem como jogador.
Mário – Atleta dedicado e empenhado, capaz de com uma pré-época ser de uma enorme utilidade para o clube onde jogar.
Por fim e porque por fim vem quem mais merece, fica o meu eterno agradecimento ao Sr. Manuel Pereira.
Foi dos melhores presidentes com quem trabalhei. Honesto, correcto e dedicadíssimo. Tivemos ao longo da época uma cumplicidade inigualável. Fui honesto, frontal e sincero com ele em todas as ocasiões. Dele sempre recebi a mesma honestidade, frontalidade e sinceridade. Comigo nunca falhou.
Muito da subida de divisão a ele se deve. Merece todos os louros que lhe forem atribuídos. Não é fácil gerir um “navio” como o S.C.Santar nos agitados mares do futebol distrital. É das poucas pessoas com quem me honraria de trabalhar em qualquer parte do mundo. A carreira do Santar nesta época é a sua imagem: Vitoriosa. A ele o meu eterno bem-haja. Caso no futuro nos voltemos a encontrar como adversários, nunca esquecerei a sua amizade. Serei apenas mais um adepto do Sporting Clube de Santar.
Obrigado.
P.S. - Só divulgarei os comentários que fizerem a esta minha crónica que estiverem devidamente identificados. Caso queiram o anonimato, o comentário será publicado sem a identificação do autor que apenas será do meu conhecimento.

Wednesday, January 09, 2008

Consulta on-line

Anonymous disse...
hey! gostei muito de ler este artigo. acontece que tenho outro tipo de lesão (tendinite) à mais de um ano e não sei o que fazer, porque me tem distanciado da actividade física. se alguem tiver algumas dicas, ou se o autor deste blog souber alguma coisa que me possa ajudar agradeço.meu email: bboylilcrazy_dfk@hotmail.com

Resposta:
A tendinite nada mais é do que a inflamação do tendão. Sugiro que fale com o seu médico para que lhe sejam efectuados exames complementares de diagnostico, nomeadamente uma ecografia, uma ressonância ou mesmo uma electromiografia, para que se possa saber com toda a certeza a origem dessa inflamação. Sem saber a origem é difícil indicar uma “cura”.

JOB disse...
Muito bom o post mesmo! Tive uma entorse desse tipo a uma semana, e desde que tive um entorse mal resolvido no joelho, aprendi a não confiar mais nos clinicos gerais, e procurar me informar sobre o assunto antes de ir a um especialista!Essa semana fui no ortopedista, que ao olhar meu pé, e recomendou 60 dias de repouso e gesso (realmente meu pé está feio), só que ao me levantar para ir ao banheiro ou beber agua, me da um dor terrivel na região do peito do pé... e a dor continua até q eu levante meu pé. Gostaria de saber se isso e normal...Grato!

Resposta:
Ao levantar-se o sangue (por efeito da gravidade) tem tendência a ir para a zona do pé. Daí, que quando o entorse acontece, se aconselha a elevação do membro. Sugiro que mantenha o membro engessado o mais possível (e sempre que possível) elevado. Quando à sua frase de não confiar nos clínicos gerais, permita-me que com todo os respeito que me merece, não concordar com ela. Como em todas as profissões há os bons e os menos bons.
THE FISIOMAN disse...
faça fisioterapia apenas com fisioterapeutas... NAO CORRA RISCOS DE SAUDE.INTÉ
Resposta:
Concordo em pleno consigo “the fisioman”. Faça fisioterapia com fisioterapeutas, enfermagem com enfermeiros, medicina com médicos, massagens com massagistas, nutrição com nutricionistas…
cynthia disse...
é a primeira vez que entro no seu blog, gostei bastante das informações...mas tenho duas perguntas..depois do entorse, o edema do tornozelo diminui, mas fica apenas um lugar inchado, como uma bolinha, bem em cima do tendão lesionado..porque?? e porque mesmo depois de desinchar, os movimentos voltarem, parar a dor, aparece um estalo ao fazer movimentos de rotação do tornozelo???
Resposta:
Cara Cynthia
Sugiro que fale com o seu médico de família para que este lhe prescreva exames complementares de diagnóstico como por exemplo uma ecografia para que se saiba qual a origem da dor. Provavelmente, e isto dito à distância e sem o real conhecimento da sua lesão, poderá tratar-se de um nódulo fibrótico que lhe provoca quer a dor quer o tal estalo.
Anonymous disse...
caro massagista....gostaria muito de saber qual a sua formação profissional??médico, fisioterapeuta, enfermeiro??grato...

Resposta:
Caro Anonymous.
Mesmo sem saber quem coloca a pergunta, respondo-lhe que sou o autor deste blog e como o nome indica sou massagista. Quanto à minha restante formação académica (ou não formação) não entendo a sua questão uma vez que não me recordo de alguma vez me ter arvorado de títulos como médico, fisioterapeuta ou enfermeiro.

A todos os leitores deste blog, informo que mantenho o meu endereço de email jcmvale@gmail.com à disposição das vossas questões e sugestões.

Tuesday, November 13, 2007

Consulta on-line

Dou hoje início a uma nova rubrica em que pretendo dar resposta a questões que me são colocadas pelos leitores do blog. Sempre que não me for dada autorização expressa, o nome dos leitores será omitido.

O Leitor RMR colocou-me em 31/10/2007, o seguinte caso:
Boa noite Sr. João Carlos. Não sei se ainda se lembra de mim!? Falámos,via email, há uns meses devido a uma "hérnia inguinal do desportista", mas oque me traz aqui hoje é outro assunto:
Faz dia 4 de Novembro 2 meses que fiz um estiramento no adutor da coxaesquerda. Na altura (4 Setembro), parei uma semana por completo, e fizapenas corrida na 2ª semana pós lesão. Na 3ª semana fiz 2 treinos, mas comalgum desconforto e ardimento. Por essa altura fiz uma ecografia que nadaacusou (segundo o especialista seria uma inflamação na inserção do tendão noosso). Parei outra semana e...o ardimento e uma ligeira dor continua cá.Neste momento estou a treinar e a competir há 4 semanas, consigo jogar a100%, embora durante o esforço sinta algum desconforto. No dia seguinte apóstreino/jogo sinto uma ligeira dor e algum ardimento e assim ando há quase 2meses.Gostaria de saber o que me aconselha. Tenho dúvidas se deva fazer gelo(vasoconstrição) ou calor (vasodilatação). Normalmente no dia do jogo/treinofaço gelo... já tomei nimed, já tomei voltaren e continuo sempre na mesma.

O gelo é sempre aconselhável como analgésico. No entanto o presitir da dor pode induzir a existência de outro tipo de lesão nomeadamente uma fibrose. Seria de todo aconselhável fazer novo exame complementar de diagnóstico, nomeadamente uma ecografia, para melhor podermos analisar. Caso pretenda poderemos falar pessoalmente para melhor se poder “ver” a sua lesão. Para o efeito já lhe enviei os meus contactos para o seu email.

Do leitor J1989, recebi em 02/11/2007, o seguinte email:

Boa tarde senhor João, desde já queria felicita-lo pelo excelente blog quepossui, gostaria de lhe fazer uma pergunta que e a seguinte:
Chamo-me R… e no passado dia 13 de Outubro cai sobre o meu pé esquerdo fazendouma rotura de ligamentos. Desde então tenho ido todos os dias (exceptodomingo) a fisioterapia fazendo inúmeros tipos de tratamento, e certo queestou muito melhor, já ando sem muletas, já corro, tenho ainda algumasdores mínimas mas ainda as tenho. Mas uma das coisas que mais em preocupa é oinchaço que apesar de já ter desaparecido em grande parte, ainda esta umpouco inchado (a parte interior e exterior do tornozelo) em comparaçãocom o outro pé, tenho feito gelo todos os dias, podia me dizer quanto tempoe que o inchaço poderá levar a desaparecer por completo? Fico a espera deuma resposta, muito obrigado!

Caro amigo.
Antes de outro assunto, permita-lhe agradecer as amáveis palavras que me endereçou.
Para lhe poder dar uma resposta correcta teria necessidade de saber o tipo de rotura que teve (parcial?, total?), a zona e saber o tipo de tratamentos que está a efectuar. Certamente, o fisioterapeuta que lhe está a efectuar os tratamentos terá uma previsão mais correcta para lhe dar. Enviei-lhe para o seu email os meus contactos pessoais para que me possa contactar se assim o desejar.

Thursday, September 13, 2007

Doping (Os perigos da dopagem)

Além da ilegalidade, da batota, da falsidade e do engano, o doping é perigoso para o bem-estar físico e mental do atleta.
Uma amiga de longa data, disse-me um dia, que a nossa saúde, é como um livro de merceeiro. Quando vamos à mercearia (isto obviamente nos meios mais pequenos) e não temos dinheiro na carteira, pedimos aos merceeiro que aponte a nossa dívida. O nosso organismo, também vai apontando, os atentados que contra ele cometemos. E, tal como o nosso merceeiro, o nosso organismo, mais tarde ou mais cedo irá cobrar o montante em dívida.
Ainda há uns dias, assisti com choque, o que o uso de doping, pode provocar em atletas de alta competição. Nessa reportagem da SIC Notícias, foram inúmeros os testemunhos de familiares, amigos e das próprias vítimas do uso de substâncias dopantes em futebolistas da 1ª Divisão Italiana de Futebol. Vi rostos dilacerados pela dor, pela perda de familiares e amigos e ex-atletas, visivelmente degradados e destruídos com apenas 35 ou 40 anos de idade.
O uso de anfetaminas pode provocar excitação, insónias, taquicárdias, hipertensão, vertigens, tremor, emagrecimento, perturbações psíquicas com delírio, supressão de fadiga (Cuidado nestes casos) e MORTE por colapso.
O uso de inibidores da mono-amina-oxidase (IMAO) pode gerar episódios de hiper ou hipotensão, com implicações no equilíbrio psíquico.
No que concerne ao uso de morfina e outras substâncias similares, são comuns os problemas digestivos, cardíacos e mesmo a MORTE, por insuficiência respitarória.
Com o uso de corticóides poderão acontecer úlceras gastroduedunais, edemas, risco de diabetes e fracturas, atrofia muscular, difícil cicatrização, infecções, doenças virais (zona, varicela) e insuficiência renal.
Quanto ao uso de anabolizantes hormonais, este poderá provocar edemas, rotura de tendões, paragem do crescimento em atletas jovens, lesões osseas e aumento de agressividade. No homem pode provocar atrofia testicular e impotência e na mulher o aparecimento de pilosidade anormalmente exagerada e perturbação do ciclo mestrual.
A geração seguinte (filhas de atletas que se dopem com anabolizantes, durante a gravidez), podem nascer com hipertrofia do clitoris e fusão mais ou menos completa dos grandes lábios, naquilo a que em giria se chama a masculinização da mulher.
As auto-transfusões sanguíneas podem levar a embolias gasosas, tromboses cerebrais, destruíção brusca de globúlos vermelhos, ictrícia e hepatite.
Finalmente a estimulação com aparelhos eléctricos pode originar rotura de tendões, de músculos e irritação cutânea.

Friday, September 07, 2007

ESCOLA FUTEBOL CLUBE (Molelinhos)

Presto hoje uma humilde homenagem à equipa do Escola Futebol Clube de Molelinhos, equipa onde tive no passado o privilégio de colaborar. Foram apenas alguns meses, mas a admiração e carinho que nutro por todas as jogadoras (mesmo aquelas com quem não tive o prazer de trabalhar), fazem que além de amigo sempre disponível para as ajudar, sou um incondicional fã. Costumo referir-me às jogadoras como “as minhas meninas”. Sei que a amizade e carinho que tenho por todas é por muitas retribuído.
Esta homenagem, é também um grito de alerta para a gritante falta de apoios com que esta abnegada equipa luta. Não fora o empenho de meia dúzia de “carolas” e a imensa força de vontade de atletas, corpo técnico e clínico, já há muito o futebol feminino teria desaparecido do mapa do distrito de Viseu.
Sei, e reconheço, o sacrifício que muitas (para não dizer todas) passam para fazer aquilo que mais gostam que é jogar futebol. Privam-se do convívio da família, amigos, namorados para, domingo após domingo, encherem-nos de orgulho pelos resultados obtidos. Deslocam-se para treinos e jogos, a Molelinhos, vindas de paragens mais ou menos distantes como Mortágua, Viseu, Castro Daire e mesmo do vizinho distrito da Guarda. São amadoras na verdadeira ascensão da palavra. Mais ainda, pagam para treinar e jogar.
O Escola, detém actualmente mais jogadoras internacionais do que todas as outras equipas do distrito de Viseu em todos os escalões. Se a isto somarmos, aquelas atletas que já foram chamadas aos trabalhos da Selecção, mas que por superior decisão dos seleccionadores não vestiram a camisola das quinas, ficamos reduzidos a muito poucas atletas. Há qualidade, há talento, há dedicação e empenho. Faltam os apoios financeiros e também o reconhecimento dos órgãos de poder local. O Escola leva o nome de Molelinhos, de Tondela e de Viseu, aos quatros cantos deste rectângulo à beira mar plantado, como disse Tomaz Ribeiro e também além fronteiras com as “nossas” internacionais.
Da minha parte, tudo faço e tudo farei para apoiá-las sempre que da minha ajuda necessitarem. Sempre estive e estarei disponível para colaborar, dentro das minhas limitações.
Mas, uma equipa, nada mais é do que um conjunto de pessoas. E, é para essas que vai esta minha singela, humilde mas, justíssima homenagem. A poucas horas de iniciarem a disputa do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, fica o desejo de que daqui por uns meses eu volte a este espaço, a homenagear-vos pela conquista do título Nacional que eu acredito seja possível.
Assim, acredito que este meu grito de alerta, faça com que os órgãos de poder local e o poder económico acordem da letargia em que permanecem e olhem para este grupo de atletas como um excelente veículo publicitário, quer de produtos e marcas como da nossa própria região.
O I Torneio de S. Mateus Womens Cup 2007, brilhantemente vencido pelo Escola, é mais uma das provas da qualidade destas atletas que não me canso de elogiar e jamais esquecerei.
Neide Simões – Simplesmente a melhor guarda-redes da actualidade em Portugal e certamente uma das melhores da Europa;






Sandrine – A menina nascida em terras gaulesas que paulatinamente conquistou o seu lugar ao sol;









Catarina Bernardes – Aquela a quem um dia apelidei de expresso da Corveira, joga com todo o coração dando tudo o que tem e o que não tem em prol da equipa. Das jogadoras para quem a dor não existe;
Chica Maia – A terna e doce Chiquinha, autêntico muro onde esbarram os ataques das adversárias. Provavelmente a melhor central de Portugal;






Babá – Embora não tenha tido o prazer de trabalhar com ela, é uma das jogadoras onde a classe se nota que está presente. Elogio a sua força de vontade, pois desloca-se do distrito da Guarda para ajudar a elevar bem alto o nome do nosso distrito;
Noémia – Quem não a conhece, dificilmente admitirá estar na presença de uma das mais talentosas jogadoras portuguesas. Tomaram muitos dos homens que jogam futebol federado, ter uma décima parte da sua classe;








Suelly – O exemplo da força de vontade, da abnegação e da entrega. Joga onde for preciso com a mesma classe. É responsável pela divulgação da sua equipa no ciberespaço;


Tânia – A Tânia é uma das mais injustiçadas jogadoras portuguesas. Devem-se contar pelos dedos de uma só mão, as jogadoras com maior qualidade do que ela. No entanto, tem passado “ao lado” da Selecção que brilhantemente representou no passado. Dos seus pés saem passes e remates teleguiados;
Ana Figueiredo - A Ucha, como é carinhosamente tratada pelos amigos, é de uma classe e de um talento só ao alcance de predestinados;






Leila – Mais uma jovem promessa do futebol feminino luso. Para mim, é já uma certeza. Acredito que este ano será chamada pela Seleccionadora Nacional. Com apenas 16 anos já demonstra uma maturidade dentro e fora de campo que a todos espanta;








Andreia Coimbra – O querer, a raça e a força de vontade, fazem com que nunca baixe os braços, tornando complicada a tarefa da equipa técnica na hora de tomar decisões;






Catarina Almeida – Outra das atletas do distrito da Guarda, que com sacrifício nos deixa honrados com a sua qualificada colaboração;










Joana Pinto – A mini-Deco, como é conhecida passeia classe e beleza pelos campos de Portugal. Não fossem as malfadadas lesões e um interregno de dois anos como praticante, a Joana hoje seria uma jogadora cobiçada pelas melhores equipas europeias.






Mikaela – Um caso sério de qualidade. Um diamante ainda por lapidar, devido à sua tenra idade. O tempo fará crescer o seu empenho e a sua qualidade irá triunfar. Acredito que dentro de seis a oito anos será simplesmente a melhor jogadora Nacional;
Catarina Regalo (Treinadora) – Subida a pulso da “menina” que um dia conheci como colaboradora da Associação de Futebol de Viseu. Hoje é uma treinadora com provas dadas e que acredito muitas alegrias dará ao Escola FC. Recordo que noutro escalão (Escolas Masculinos), foi campeã distrital conseguindo em quinze jogos “apenas” quinze vitórias;



Luís Pereira (Preparador Físico) – Dedicação, empenho e serenidade são os seus cartões de visita. Ele e a Catarina Regalo fazem uma excelente dupla. OU NÃO!
Outras jogadoras: Não falo das outras jogadoras do plantel, pois não tendo trabalhado com elas e nem as tendo visto jogar, não seria honesto opinar sobre elas. No entanto, só pelo facto de darem a cara e jogarem no Escola, também merecem a minha homenagem.

Nesta hora de homenagem, não poderia esquecer jogadoras já retiradas como:
Fani – Uma das melhores jogadoras que passaram pelo Escola e durante anos e anos a bandeira do clube;
Inês Matateu – A grande capitã, colocava em cada lance, a inteligência ao serviço da equipa;
Carla “Gil” – Um dos esteios da defesa. Uma líder por natureza e uma excelente jogadora;
Finalmente jogadoras actualmente afastadas mas que acredito (e espero regressem ao seio da equipa).
Susana Marques – A velocidade e a garra de uma das melhores “pontas-de-lança” que passaram pelo Escola;
Ângela Ferreira – A menina do sorriso permanente. Uma das melhores centrais de marcação de Portugal. Possuidora de uma técnica apurada, esta menina de olhos da cor do mar, encantou adeptos e convenceu o próprio Seleccionador Nacional que por diversas vezes a chamou.






Cristiana – A capitã da 1ª Selecção Distrital de Viseu, mesmo residindo a mais de 100Km de Molelinhos, jamais abandonou o sorriso. Também ela passeou beleza e classe pelos campos de futebol portugueses.
A todas sem excepção o meu bem haja pelo muito que têm feito por Molelinhos, por Tondela e por Viseu.
Jamais vos esquecerei.
Vosso amigo e fã,
João Carlos M. Vale (Bola5)
P.S. Agora digam lá se não é possível ser simultâneamente jogadora de futebol e uma mulher muito bonita? Disso não tenho dúvidas. As jogadoras do Escola FC são as mais belas jogadoras de Portugal.

Wednesday, August 08, 2007

Doping (No reino da batota)



Não é fácil definir de forma correcta e dissipadora de dúvidas, o conceito do termo “doping”.
Segundo uns (Nova Enciclopédia Portuguesa – Edição Ediclube de 1992), doping corresponde ao uso de excitantes por parte dos atletas para proporcionar mais vigor ou para de maneira desleal ou artificialmente, aumentar o rendimento dos animais (exº cavalos de competição).
Para o Conselho da Europa, entende-se por doping: “Administração a um indivíduo são ou a utilização, por ele próprio e por qualquer meio que seja, de uma substância estranha ao organismo, substância fisiológica em quantidade ou por via anormal, com o fim único de aumentar, artificial e deslealmente, o seu rendimento, durante a participação numa competição”.
Qual a razão, pela qual é proibido o uso de substâncias dopantes, em competição?
- Porque o uso de alguns tipos de substâncias põe em risco o bem estar físico e mental dos atletas, quer a curto, médio como a longo prazo, podendo inclusive levar um atleta à MORTE ou a uma invalidez permanente.
- Por princípios éticos. O desporto, deve ser uma competição entre seres humanos, máquinas e/ou animais, em que se eleve bem alto o princípio de mente sã em corpo são. A competição é entre atletas e não entre laboratórios e/ou entre farmacologistas e engenheiros bio-químicos.
- Finalmente por questões do foro jurídico. A maioria das substâncias é de posse e uso proibidos. Apenas os médicos podem “legitimar” o uso de uma destas substâncias, justificando a sua opção e supervisionando-a.
São nove os tipos de substâncias proibidas, de acordo com a ratificação do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) em 27/11/2003, da lista do Conselho da Europa datada de 27/11/2003, a saber (entre parêntesis as substâncias mais conhecidas, entre outras):
a) Estimulantes (ex. anfetaminas, cocaína, efedrina, estricnica, etc.);
b) Narcóticos (heroína, metadona, morfina, etc.);
c) Canaboídes (haxixe e marijuana);
d) Agentes anabolizantes:

.1 – Esteroídes androgénicos anabolizantes exógenos (danazol, testerona, etc.);
.2 – Outros agentes anabolizantes (clembuterol, zeranol).
e) Hormonas peptídicas:
.1 – Eritropoietina (EPO);
.2 – Hormona de crescimento (hGh) e factor de crescimento insulina-like (IGF-1);
.3 – Gonadotrofina coriónica (hCG) – Proibidas apenas no sexo masculino;
.4 – Gonadotrofina hipofisárias e sintéticas (LH) – Proibidas apenas no sexo masculino;
.5 – Isulina;
.6 – Corticotrofinas;
f) Beta-2 Agonistas (alguns são permitidos por via inalatória para prevenção e/ou tratamento da asma e da asma/broncoconstrição);
g) Agentes com actividades anti-estrogénica (inibidores da aromatase, clomifeno, cidofenilo e tamoxifeno, apenas proibidos em atletas do sexo masculino);
h) Agentes mascarantes (diuréticos, desde que não autorizados, como por exemplo furosemida);
i) Glucocorticosteroídes;

Quanto à forma de dopagem, são conhecidos os seguintes métodos:
1 – Incremento do transporte de oxigénio:
a) Dopagem sanguínea: Administração de sangue rico em oxigénio, oxigenado artificialmente (quem não se lembra da vitória de Lass Viren, nos 10.000 metros dos jogos olímpicos, derrotando o “nosso” Carlos Lopes)
b) Administração de produtos visando o aumento da captação, transporte e libertação de oxigénio;
2 – Manipulação farmacológica, química e física (a mais vulgar efectuada à base de comprimidos, injectáveis, etc.);
3 – Dopagem genética: Também conhecida como dopagem celular, é definida como o uso não terapêutico de genes, elementos genéticos e/ou células que tenham capacidade para aumentarem o rendimento desportivo.

São estas, de forma reduzida, as substâncias proibidas e os métodos de dopagem.
Alguns dos medicamentos vendíveis em Portugal, contêm substâncias dopantes (entre parêntesis a substância “dopante”).
Cêgripe (codeína), Cloricidil-D (Fenilefrina), Dolviran (Codeína), Magrex (Anepramona), Migraleve (Codeína), Nazo-Calma (Efedrina), Neo-Sinefrina (Fenilefrina), Vibracil (Fenillefrina), entre centenas de outros produtos.
Um conselho: Se pratica desporto, alerte o seu médico para que ele substitua (se possível) os medicamentos que contenham substâncias dopantes, ainda que não seja sujeito a controlos anti-doping regulares.

Sunday, July 29, 2007

A MINHA HOMENAGEM - 18

MATEUS




Falar do Mateus é simultaneamente fácil e difícil. O Mateus é sem sombra de dúvida um dos mais virtuosos jogadores de futsal que já tive o prazer de ver jogar. Quem o vê e se deixa iludir pela sua fisionomia frágil, fica surpreendido pelo seu empenho e pela sua inigualável visão de jogo.
Encara os treinos como se de um jogo se tratasse. Não regateia a última gota de suor em prol da equipa.
Mas, para além das suas imensas qualidades como jogador de futsal, estão as suas qualidades humanas. Estas sem dúvida muito superiores às já de si imensas qualidade técnico-táticas.
Com ele, percorri centenas de quilómetros em deslocações oficiais e outros ainda em deslocações onde apenas a diversão ditou os destinos.
O Mateus é seguramente, um enorme jogador mas é também um anti-vedeta.
Tem capacidades para jogar ao mais alto nível em Portugal (e não só), pois são poucos os jogadores de futsal da nossa 1ª Divisão, capazes de ombrear com as qualidades dele.
Certamente não voltarei a trabalhar com ele pois, não estou ao nível das equipas onde o Mateus merece estar. No entanto, prevalecerá a amizade que em pouco mais de meio ano, cresceu e atingiu um ponto de não retorno. Permitam-me utilizar uma frase feita para dizer que não é uma amizade de sempre mas é uma amizade para sempre.
Diz o nosso povo que atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher. No caso do Mateus essa grande, terna e doce mulher chamasse Larisa.
Pela sua qualidade e pela amizade que nos une, aqui lhe presto esta humilde mas justíssima homenagem.

Thursday, July 26, 2007

AS MINHAS EQUIPAS

Dou hoje início a uma nova crónica onde vou recordar de forma suscinta, as diversas equipas por onde passei. A apresentação será efectuada por ordem cronológica.

ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES DA CÂMARA MUNICIPAL DE TONDELA

Modalidade: Andebol
Escalões: Iniciados Masculinos e Juvenis Femininos
Nº de atletas federados: Aproximadamente 25 atletas
Épocas: 1 (uma) 1996/97
Factos mais relevantes: A Associação dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Tondela (ATCMT), foi a primeira equipa federada do concelho de Tondela a ter o andebol como modalidade. Hoje, a sua sucessora (TAC - Tondela Andebol Clube) dá cartas no andebol Distrital e Nacional.
Equipamento: As cores adoptadas foram o verde e o amarelo, as cores do Município de Tondela.
História:
Quando me endereçaram o convite para ser massagista das equipas de andebol da ATCMT, aceitei com facilidade, já que se tratava de um projecto pioneiro e com “pernas” para andar.
A ATCMT, foi a primeira equipa a apostar no andebol na cidade e no concelho de Tondela e hoje a sua sucessora TAC, já conquista títulos.
Perante a admiração de uns e a incredulidade de outros, o andebol em Tondela, foi um projecto ambicioso que triunfou.
É de salientar também, que a neófita modalidade, mesmo com parcos recursos financeiros, não prescindiu de um massagista nos seus quadros técnicos.
Honra seja feita a pessoas como Júlio Gonçalves e Victor Figueiredo, conjuntamente com a experiência e a sapiência de Nicolai Boudarouv, que fizeram com que se concretizasse o poema de António Gedeão: “O sonho, comanda a vida”

Tuesday, July 24, 2007

DESPORTISTAS EM FÉRIAS

Após uma época mais ou menos desgastante com dezenas de jogos e centenas de horas de treino, os atletas cumprem um período de férias, mais ou menos relaxante.
Se nos jogadores profissionais o período de férias é comum a todos os atletas (com excepção daqueles que se encontram ao serviço das Selecções Nacionais na disputa de campeonatos do Mundo, da Europa, etc), nos atletas amadores, nomeadamente aqueles que conhecemos dos escalões distritais do nosso futebol, o panorama é diametralmente o oposto.
O atleta amador, como é sabido, goza o seu período de férias de acordo com as suas possibilidades e a disponibilidade da entidade empregadora.
Se, entre o profissionais, o período de férias é quase coincidente a todos os atletas, nos amadores este mesmo período é distribuído (normalmente) entre os meses de Verão.
A forma como o atleta gozar as férias irá reflectir-se na pré-época e na incidência de lesões.
Um dos principais problemas com que se deparam os Departamentos Médicos é o peso. O período de Verão, é propício a exageros em termos nutricionais. O aumento do peso do atleta vai minorar o seu desempenho desportivo e majorar o risco de lesões.
Este aumento de peso, leva a que durante a pré-época, o atleta tenha mais dificuldades em executar os exercícios e se torne mais lento no executar dos movimentos durante os jogos. O cansaço também irá surgir com mais facilidade.
Ao se aperceber das dificuldades de uns atletas em relação aos outros, a equipa técnica toma as suas decisões sobre quem vai ser titular e quem vai ser suplente.
As férias, servem para que o atleta “recarregue as baterias” quer física, quer psicologicamente.
Então, o que deve fazer um atleta durante o seu período de férias?
a) Manter alguma actividade física regular com periodicidade diária. Noventa minutos de corrida e exercícios serão excelentes para a pré-época que se avizinha;
b) Manter uma correcta alimentação, evitando os abusos típicos das férias;
c) Cumprir rigorosamente o período de sono diário (oito a dez horas). Um período de sono inferior, será contra-producente no regresso à actividade;

No entanto, todo e qualquer atleta, deve evitar a todo o custo:a) Permanecer inactivo, durante o defeso;
b) Ter uma alimentação desregulada, pois como já foi dito nestas crónicas, o aumento de peso provoca maior esforço nos músculos e nas articulações;
c) Consumo de tabaco e de bebidas alcoólicas em excesso, devido ao facto das bebidas alcoólicas serem hiper-calóricas;
d) Frequência durante longos períodos de tempo em ambientes impregnados de fumo.

Acima de tudo, as férias devem servir para descansar e para relaxar e não para estragar o que foi feito ao longo de uma época.

Monday, July 23, 2007

A MINHA HOMENAGEM - 17



CATARINA BERNARDES

“O Expresso da Corveira”

Nome: Catarina Bernardes

Colectividade onde colaboramos: Escola Futebol Clube (Molelinhos) e Associação de Futebol de Viseu

Tive o grato prazer de trabalhar com a Catarina, no ano em que fui massagista do Escola Futebol Clube. Já no ano anterior ela, por intermédio de um elemento da sua equipa técnica, havia recorrido aos meus parcos conhecimentos para que eu colaborasse no debelar de uma arreliadora lesão no seu joelho.
A Catarina é uma das mais voluntariosas jogadoras que eu já conheci e um exemplo para muitos dos profissionais que todos nós vemos nas divisões superiores do nosso futebol.
Durante o jogo, a Catarina corre quilómetros, sendo um autêntico pronto-socorro, tentando estar a todo o momento e em todo o lado.
Embora seja possante e forte, esta guerreira, é também portadora de um sorriso encantador e de uma simplicidade própria dos grandes atletas.
Para mim, não foi novidade a sua chamada aos trabalhos da Selecção Nacional, pois pelo que via entre as melhores equipas nacionais, nenhuma jogadora deixava “a pele em campo” como a Catarina.
Em jogo, é capaz de meter a cabeça, onde muitas adversárias temem meter o pé. Tem o coração ao pé da boca, o que já lhe tem causado alguns dissabores disciplinares.
O seu futebol é simples e prático. Podendo jogar “bonito”, joga. Não podendo, não inventa. Se necessário até “joga mal” em prol da equipa. Não é por acaso que é conhecida no seio da equipa por “Coração”. As outras alcunhas estão reservadas ao interior do balneário.
A Catarina, à semelhança de todas as suas colegas do Escola Futebol Clube, é muito mais do que uma ex-atleta: É uma amiga.

Thursday, July 19, 2007

COLECTIVIDADES vs SUBSÍDIOS


Começo por dizer que nada me move contra a atribuição de subsídios às colectividades, por parte do poder central ou local.
As colectividades desempenham um papel na formação desportiva do ser humano, algo a que o Estado tem dificuldades de cumprir.
Daí, ser fundamental, o apoio do poder local às colectividades. São estas que divulgam e levam mais longe o nome das suas localidades.
A questão que eu coloco é de que forma devem esses subsídios serem atribuídos. Pelo número de praticantes? Pelo número de modalidades? Pela sua projecção no panorama local, regional ou nacional?
A atribuição de subsídios deve ter como base critérios rigorosos, precisos, controláveis e facilmente contabilizáveis
Estes subsídios devem ser uma mais valia para os cofres das colectividades e não a sua principal fonte de rendimento, para que não mais se ouçam comentários de que o clube A ou B, encerrou as portas, devido à redução do apoio do poder local.
As colectividades devem e têm de ser criativas no angariar de verbas e não podendo ser subsidiodependentes.
O poder local, na minha modesta opinião, deveria apoiar (e já o faz de certa forma) a colectividades de duas maneiras:
1 – Apoio em género/material:
a) Apoiando as colectividades na aquisição do material desportivo (temos de pensar que a compra em grandes quantidades do mesmo material – por exemplo bolas de futebol – pode minorar o preço unitário do produto)
b) Financiamento (no caso do futebol) em parte ou no todo do valor da inscrição do clube e dos atletas na Associação de Futebol de Viseu;
c) Criando/melhorando e reformulando as infra-estruturas desportivas, etc.
2 – Apoio financeiro directo: Subsídio em dinheiro, tendo em conta factores como, por exemplo:
a) Representatividade da colectividade;
b) Número de escalões em competição e número de escalões sem competição;
c) Valor aproximado da distância a percorrer em deslocações ao longo da época;
d) Quadros técnicos;
e) Quadros clínicos, etc.
Finalmente sou apologista, da atribuição a título excepcional, de um subsídio pelo desempenho extra da colectividade: Subida de divisão, vitória em campeonato, deslocação a torneio no estrangeiro, etc.
Pode ser uma utopia minha, mas como diria o já desaparecido Prof. Rómulo de Carvalho – o saudoso poeta António Gedeão: “O sonho comanda a vida”

Sunday, July 08, 2007

A MINHA HOMENAGEM - 16


NUNO GUALTER


Presto hoje uma singela mas muita justa homenagem a um treinador com quem me cruzei por breves momentos. Infelizmente factores externos à vontade de ambos impediram-nos de fazer um trabalho durante mais tempo. O Nuno é um dos treinadores que, salvo as devidas distâncias, me faz lembrar o nosso actual seleccionador Nacional, Sr. Luís Filipe Scolari. Podem não gostar dele, adeptos e adversários mas, é querido pelos seus jogadores e tem obtido excelentes resultados. Defende os seus atletas até ao limite das suas forças. Os atletas sentem-se como fazendo parte da sua própria família. Não sei o que o destino nos reserva mas, veria com bons olhos voltar a partilhar o “banco” com o Mister Nuno Gualter. A ele o meu eterno bem haja por tudo aquilo que me ensinou (e continua a ensinar) neste “mundo cão” que é o futebol Nacional e em particular o futebol distrital.

Wednesday, July 04, 2007

Alimentação (II Parte)

Sendo conhecedor e reconhecendo a importância da alimentação no desenvolvimento e rendimento dos atletas, principalmente nas camadas mais jovens, elaborei em tempos um pequeno desdobrável, que distribuí aos meus atletas.
Intitulado “O massagista aconselha..:”, teve por objectivo educar com informação, os jovens com quem trabalhei, e “dizia” o seguinte:

O Massagista Aconselha...

I – Que beber após a competição:
1. Beber essencialmente água (as ideais são Belavista, Monchique, Vimieiro, Carvalhelhos, Melgaço e Pedras Salgadas);
2. Mais tarde, devemos beber leite magro;
3. Colocar um pouco mais de sal na primeira refeição após a competição;
4. Beber um pouco de sumo de lçaranja ou tomate e comer uma banana.

II – Competição ao fim da manhã
Pequeno almoço do tipo inglês, tomado entre 2,5 e 3 horas antes da competição
- Café ou chá, açucarado e sem leite;
- Pão ou biscoitos com manteiga, doce ou mel;
- Cereais com leite;
- Carnes frias, fiambre e ovos;
- Frutas ou sumo.

III – Competição à tarde
Pequeno almoço ligeiro:

- Café ou chá açucarado sem leite;

Almoço:
- Salada em pequena quantidade temperada com azeite e limão;
- Carne grelhada com arroz, massas ou batatas;
- Queijo ou yougourt;
- Uma ou duas peças de frutas maduras;
- Pão torrado;
- Bebidas: antes ou depois das refeições;
- Café ou chá açucarados.

Ceia:
- Proibir uma refeição abundante com carne, charcutaria, etc.;
- Comer ligeiramente;
- Sopa com um pouco de sal;
- Legumes ou saladas;
- Massas, arroz ou batatas;
- Pão ou biscoitos;
- Frutas maduras, compotas ou salada de frutas.

III – Dieta de treino
- Adaptar as horas das refeições às horas de treino;
- Evitar o abuso de fritos, charcutaria, bebidas gasosas, o álcool, chocolates, etc.;
- Refeição equilibrada contendo:
- Legumes;
- Carne grelhada;
- Arroz, massa ou batatas;
- Queijos ou yougourt;
- Frutas, tarte de maça, pudim flan,...

O que beber antes da competição (duas ou três horas antes)
- Não beber nos últimos 20 – 30 minutos antes da competição;
- A quantidade de água a ingerir deverá ser aproximadamente 5 a 10 ml/Kg (0,1 L/10 Kg – um atleta com 50 Kg, deverá beber aproximadamente 0,5 L de água);
- Não beber bebidas açucaradas;
- Pode beber um café, até cerca de 30 minutos antes da competição.

IV – Repartição das refeições
- Pequeno almoço – 20-25%
- Almoço – 35-40%
- Lanche – 10-20%
- Jantar – 15-25%

V – Horário das refeições

- O atleta deve tomar as suas refeições três horas antes de cada competição;
- Após a última refeição do dia e ao deitar, deve haver um intervalo de duas horas;

VI – Outros conselhos úteis
- Deve o atleta beber cerca de 2,5 litros de água por dia (no entanto deverá ser mínima durante a refeição);
- Não deverão ser ingeridos, na medida do possível:
- Carnes gordas, conservas, peixes gordos, produtos de charcutaria, espinafres, condimentos, picantes e fritos;
- Quando se desconhecer a origem, estão proibidos os pastéis, as maioneses e os pudins.

Sunday, July 01, 2007

A MINHA HOMENAGEM – 15

Nome completo: José Carlos Afonso Silva
Clube onde colaboramos: Clube de Futebol “Os Repesenses”

"A amizade é como as estrelas. Não às vemos toda hora, mas sabemos que existem."


Marina de Almeida Camargo

CARLITOS

Trabalhei com o Carlitos, durante seis proveitosos anos no Clube de Futebol “Os Repesenses”. Foi talvez a pessoa com quem de mais perto trabalhei. Sofremos juntos a desilusão de algumas descidas às distritais e festejamos em conjunto 9 (nove) títulos de campeões distritais. Muito raramente (só para não dizer nunca, pois não me lembro de nenhuma ocasião), estivemos em desacordo, quanto ao que fazer para engrandecer ainda mais o nome do CFR. Foi ele, entre outros, os responsáveis pelo meu eterno carinho pela equipa repesense. Por diversas vezes temos falado e a simples conclusão a que chegamos é que podemos ficar em barreiras opostas mas, nunca seremos adversários fora de campo. Durante o tempo de jogo, cada um defenderá as suas cores como é lógico. Terminado o encontro, seremos como sempre fomos amigos. Dele posso dizer uma frase muito conhecida e repetida: O Carlos não é um amigo de sempre, mas será certamente um amigo para sempre. Só lamento que no meu constante bailar entre colectividades, sem menosprezo pelos directores com quem tenho trabalhado, não o possa ter a trabalhar comigo.
Um dos trabalhos que recordo com saudade, são os encerramentos de época no CFR, tidos (segundo opinião generalizada e modéstia à parte), como os melhores de sempre. Recordo as horas e horas de trabalho organizativo para que no dia tudo corresse conforme planeado. Recordo ainda a alegria de mais de 100 jovens, vendo reconhecido o seu trabalho e ainda a emoção de ver partir jogadores (os que transitavam para os seniores) para outros clubes. Era como ver partir um filho para uma nova vida.
Por todos os ensinamentos que me transmitiu, só me resta agradecer e prestar esta singela homenagem a um bom amigo. Muito do que sou no futebol devo-o a pessoas como o Carlitos.
Por tudo o meu eterno bem-haja.